Comer rápido e saudável!

Será que comer snacks faz parte da solução?

Poderá parecer contra-senso, no entanto, quando falamos de snacks não nos estamos a referir a batatas-fritas, chocolates e bolos. Estamos a falar de snacks nutritivos e completos.

Estes são muito diferentes dos primeiros, podendo ser uma excelente forma de “matar e fome”e regular a nossa energia durante o dia sem comprometer as nossas ocupadas agendas!

Como são estes snacks diferentes?

É bastante simples. A diferença começa e acaba pelos ingredientes. Um snack à base de frutos-secos contém tipicamente não mais que 4 ou 5 ingredientes e apresenta uma série de características nutricionais que os destacam. Para percebermos esta diferença mais a fundo sugiro a leitura deste nosso artigo “A revolução dos snacks!“.

Exploremos por exemplo as Raw Bars:

Estas são um excelente substituto dos chocolates, são adocicadas, no entanto não tem adição de açúcar, e são equilibradas porque têm muita fibra alimentar, proteína e gordura não saturada.

De que forma podem estes snacks ser úteis para comermos de forma saudável?

Conseguem satisfazer um desejo, sendo ao mesmo tempo nutritivos e extremamente práticos. Assim é mais fácil evitarmos longas horas sem ingerirmos qualquer alimento. Estes períodos sem a ingestão de qualquer alimento são propícios a que acabemos por comer mais do que deveríamos quando finalmente acabamos por nos conseguir alimentar.

Os snacks saudáveis (é importante ressalvar o que são na realidade snacks saudáveis) acabam por ser uma solução para garantirmos que comemos melhor, e no geral de forma mais saudável.

Criando o hábito de substituir um bolo, chocolate ou até mesmo um pastel de nata por uma raw bar, energy ball ou por frutos-secos, é talvez a forma mais rápida e prática de comermos rápido e de forma saudável. Não esquecendo obviamente de fazermos refeições equilibradas (os snacks são apenas um complemento).

É possível comer rápido e de forma saudável! Não esquecer, nem saltar refeições é o primeiro passo, o segundo, alterar alguns hábitos alimentares menos bons e substituí-los por melhores!

 

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Pasta de tâmaras. O que é e para que serve?

 É uma pergunta frequentemente colocada, e por vezes respondida de forma incompleta.

A pasta de tâmaras não é nada mais do que um produto obtido através de processos mecânicos.  O seu objectivo é o de facilitar o tratamento/processamento de tâmaras num contexto de produção alimentar.

É produzida em 2 passos extremamente simples.

No primeiro passo, as tâmaras são descaroçadas, quer manualmente, quer através da utilização de um equipamento de automático de remoção dos caroços. Este equipamento faz uso de um embolo, que atravessando o centro da tâmara empurra o seu caroço para fora, separando a parte comestível da fruta da não comestível.

No segundo passo as tâmaras, já descaroçadas, são trituradas até chegarem a consistência de pasta., sendo de seguida embaladas e estando prontas a utilizar.

Assim se obtém a pasta de tâmaras,

que tal como o nome indica, é 100% constituída por tâmaras, simplesmente num formato pastoso pronto a utilizar – ideal para a produção de barras energéticas, energy balls e utilizada como adoçante natural para uma grande variedade de produtos.

O tempo despendido a preparar as tâmaras inteiras para produção é o factor de diferenciação mais evidente entre a pasta de tâmaras e as tâmaras por inteiro. O processo de remoção de caroços e trituração de tâmaras é extremamente moroso, sendo que a pasta pronta a utilizar é a solução ideal para acelerar/facilitar a produção dos produtos em cima mencionados.

Existe no entanto uma questão importante a ter em consideração quando adquirimos pasta de tâmaras.

O seu teor de humidade.

Este parâmetro é vital para, em primeira instância, aferirmos a qualidade da pasta de tâmaras, e em segunda instância, garantirmos um processamento  simples e eficaz, na medida em que baixos níveis de humidade o dificultam seriamente, quanto mais seca/menos teor de humidade tiver a pasta de tâmaras menor qualidade esta terá, como também mais dificil se tornará o seu processamento (este princípio aplica-se também a tâmaras inteiras). Para referência – o teor de água de uma pasta de tâmaras indicada para processamento deverá rondar os 16%.

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A revolução dos snacks!

As preocupações relativamente à saúde e alimentação variam substancialmente através do globo.

No centro de muitas destas discussões, encontra-se o açúcar, tendo o seu consumo sido já taxado em diversos países. Incluindo o nosso.

As opiniões acerca deste imposto são diversas, no entanto, é difícil argumentar contra uma medida que para além de promover hábitos alimentares mais conducentes a uma vida saudável, promove, consequentemente, práticas mais responsáveis por parte da indústria. Obrigando-a desenvolver novos produtos, menos processados, mais reais, com menos aditivos e em última análise, pouco a  pouco, mais saudáveis.

No entanto, não chega apenas reduzir nos açúcares adicionados para um produto obter o estatuto “saudável”.

Um produto verdadeiramente “saudável” não contém aditivos, ingredientes excessivamente processados e geneticamente modificados. A sua composição não inclui conservantes, nem melhorantes de sabor e aroma.

Deverá por oposição incluir ingredientes completos, garantindo uma composição equilibrada de aromas e texturas provenientes de ingredientes não processados e de excelente qualidade.

O açúcar permite mascarar esta ausência de qualidade, desencadeando a nossa propensão genética para adorarmos comida açucarada!

No entanto nem todos os açúcares são iguais.

Entre açúcares extraídos e açúcares naturalmente presentes existe uma diferença substancial, que jaz no que “está à volta do açúcar”.

Para ser mais explícito podemos dar como exemplo a fruta. Esta, coloquialmente falando, encontra-se repleta de “açúcar”, no entanto está também repleta de fibra alimentar, que entre outros,  reduz o seu índice glicémico.

A forma como o açúcar é absorvido pelo nosso organismo um factor fundamental para entendermos que produtos podem ser potencialmente nocivos para o nosso corpo.

Para comparação: uma barra natural à base de frutos-secos pode conter por 100gr maior quantidade de açúcar que um chocolate amplamente vendido no mercado de consumo. No entanto, se observarmos as características nutricionais de ambos podemos verificar que o chocolate, oferece pouca proteína, pouca fibra alimentar e muito açúcar adicionado e gordura saturada, enquanto a barra oferece precisamente o oposto, muita proteína, muita fibra alimentar e pouca gordura saturada sem adição de açúcar, isto, sem recorrer a aditivos alimentares. (não mencionando a lista impressionante de ingredientes que alguns deste produtos exibem)

É certamente um revolução no mundo dos snacks, pois o consumidor assim o exige e compreende os claros benefícios de optar por uma dieta mais equilibrada e mais saudável.

Existirá sempre um momento para um “doce”, no futuro será apenas mais consciente, mas não menos delicioso.

 

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Lançar uma marca do zero? 3 decisões antes começar!

Começar do zero é certamente um desafio. Seja qual for a indústria, existem diversas escolhas a fazer e decisões importantes a tomar!

Como podemos então ter a certeza que estamos a tomar as decisões certas quando começamos do zero?

Numa fase tão crítica como o arranque de um projecto, a realidade é que nunca podemos ter a certeza, temos apenas de confiar que as nossas decisões são as melhores, baseando-nos na informação que temos disponível no momento.

Decisão Nr.1

Começar.

Muito provavelmente a mais importante das decisões a tomar, no entanto é preciso averiguar e responder a uma série de questões antes de começar:

  • Porque vou começar a vender?
  • O que vou vender?
  • A quem o vou vender?
  • Quanto tempo e investimento preciso para o fazer acontecer?

Podem parecer questões muito simples, mas estas balizam os nossos esforços, comprometem-nos com objectivos e estabelecem um espaço temporal definido para o fazer acontecer. São um grande ajuda no arranque de qualquer projecto.

Decisão Nr.2

Procurar os parceiros certos.

O velho provérbio africano, “se queres ir rápido vai sozinho, se queres ir longe vai acompanhado”, é uma excelente analogia para esta decisão. Como todos sabem, grandes feitos são conquistados pelos esforços de vários indivíduos e organizações, pelo que partir para uma jornada tão complexa como lançar um novo projecto, negócio ou marca sem o apoio de bons parceiros, será infinitamente mais difícil, senão mesmo impossível.

Como identificar os parceiros certos?

  1. Partilham os nossos valores e crenças
  2. Complementam a nossa actividade
  3. Estão disponíveis para encontrar soluções para os desafios que encontramos
  4. São honestos e directos

Estas são as características que nos ajudam a filtrar bons parceiros. Se não não cumprirem com estes requisitos provavelmente não será possível estabelecer uma relação duradoura.

Decisão Nr.3

Vender.

Vender, vender, vender. Mesmo antes de termos um produto para vender, temos de definir à partida  os clientes que queremos obter, os objectivos que queremos atingir e sobretudo representar do sucesso do nosso produto. Se não formos capazes de “vender” um produto a nós próprios como o poderemos vender a outros?

O objectivo –  expôr o nosso projecto ao mundo.

É absolutamente vital, propagarmos a nossa mensagem, vender os nossos objectivos. Neste processo receberemos feedback positivo e negativo que  garantirá a melhoria contínua do que iremos fazer para os nossos clientes. Se nunca o fizermos certamente não atingiremos os objectivos e o sucesso a que nos propusemos ao começarmos.

 

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Pequena produção. Como torná-la mais simples e menos demorada?

Quando o tempo é dinheiro, todos os segundos contam.

Neste prisma todas as medidas que possamos tomar para prevenir desperdício de tempo são passos a caminho do sucesso. Deixamos assim 4 dicas que são certamente úteis para simplificar um processo de produção.

1.Processos

Estabelecer processos de produção definidos é uma excelente forma de economizar tempo. Coisas como fluxogramas de produção e fichas específicas para o processamento de cada ingrediente delimitam as tarefas associadas a cada produção, assim reduzindo o desperdício de tempo.

2. Organização

Não obstante das regras impostas pelas normas exigidas legalmente para a produção alimentar, que por si conferem alguma organização base para os ingredientes e produção, existem outras medidas organizacionais que nos ajudam a simplificar o processo de produção. A separação prévia da matéria-prima em recipientes (gastronormas ou qualquer outro recipiente aprovado), permite um mais rápido acesso aos ingredientes utilizados na produção,  facilitando a dosagem e mantendo o espaço de produção mais limpo e organizado.

3. Fornecedores

Poderá parecer menos óbvio, mas a escolha de um fornecedor que disponibilize formatos de embalamento adequados ao volume da nossa produção é uma excelente forma de simplificar e acelerar o processo de produção. Por exemplo: Se produzirmos 5 kg de manteiga de amendoim de cada vez, fará sentido recebermos sacos de 5kg de amendoins, prontos a serem processados. Não é prático recebermos sacos de 500gr, 1 kg ou até mesmo de 10kg. Desta forma reduzimos tempo a preparar a matéria-prima para processamento.

4. Agendamento

De todas esta será talvez a mais importante. Com agendamento queremos ressalvar a importância de reservar alturas específicas para produzir quantidades específicas. Apesar de parecer intuitivo, especialmente no início de um negócio, produzir consoante as encomendas que chegam, é muito importante por forma a economizar tempo, começar a produzir uma quantidade X para vender numa quantidade prevista de tempo. Assim poupam-se os imprevistos, e estes sim consomem muito, muito tempo. Uma opção que nos obriga a agendar produções de forma regularizada é o outsourcing/externalização da produção. Esta poderá ser uma solução que facilite todo o processo.

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Vender, vender, vender! Será sustentável?

Poderia ser uma frase saída de um filme retratando Wall Street. No entanto, embora pareça impensável associarmos a frase “vender, vender, vender” a uma filosofia de negócio sustentável, estamos enganados.

Sempre que vendemos um produto sustentável, conseguimos um voto a favor do nosso modelo de negócio. Ao ganharmos um consumidor, existe, ainda que pouco a pouco, uma mudança no mercado. Esta mudança, quando replicada através de diversos produtos e diversas pessoas, ganha a escala  regulando a oferta disponível.

O que aconteceria se todos nós nos preocupássemos em consumir de forma sustentável?

Simples. A oferta de produtos no mercado contemplaria apenas produtos sustentáveis, qualquer outro produto não teria volume de vendas . Nenhum retalhista venderá um produto que não seja representativo da procura existente no mercado. Se a procura aponta para a sustentabilidade, então estes colocarão nas suas prateleiras produtos sustentáveis.

Por vezes existe a tendência para vilificar as grandes empresas, oferecendo-lhes toda a culpa.

Na realidade, nós, os consumidores desempenhamos um grande papel. Temos, sem dúvida, nas nossas mãos o poder para exigir mais sustentabilidade e saúde no nosso consumo. Bastando para isso escolher produtos sustentáveis em detrimento de outros. 

Voltamos então ao mantra inicial. Vender, vender, vender.

As empresas que procuram oferecer produtos sustentáveis têm a obrigação de vender o máximo que podem. Sempre que são bem sucedidos, ou seja, fazem uma venda, ganham um voto a favor do seu modelo de negócio, um voto a favor de um movimento e em última análise, dão um pequeno passo para mudar o paradigma actual.

Vender, vender, vender, sim! No entanto, apenas se o que vendermos for benéfico para a sociedade, saúde e o ambiente. Por outras palavras, verdadeiramente sustentável.

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Porque fazemos o que fazemos?

O nosso objectivo: sermos úteis.

Sabemos que para lançar qualquer projecto, ideia e negócio precisamos de apoio. Precisamos de uma estrutura, precisamos de pessoas e de parceiros com objectivos semelhantes aos nossos e com os quais nos identificamos. Como tal, sabemos que tanto nós como todos os que connosco trabalham, fazem parte de uma cadeia de valor que só funciona quando todos desempenham o seu papel .

Sabendo isto, podemos começar a ser úteis. Oferecemos mais a cada um dos nossos parceiros, e fazemos o melhor que conseguimos na nossa cadeia. Com isto em mente nossa equipa tenta ser útil de duas formas distintas:

Usar a nossa experiência a produzir alimentos saudáveis, para ajudar outros a lançarem as suas marcas ou negócios. Sabemos que gerir uma produção requer muito esforço, e por vezes esse esforço é melhor canalizado a espalhar a mensagem e a missão de uma marca do que empregue numa fábrica. Não que produzir não seja igualmente importante, no entanto, se conseguirmos encontrar um parceiro que acredita no mesmo que nós, cresça connosco e dê o seu melhor para garantir que os nossos produtos são feitos com toda a dedicação, então esse parceiro torna-se quase uma extensão da nossa empresa, é nos útil e ajuda-nos a criar mais valor.

No entanto, nem sempre é necessária experiência a produzir. Por vezes a experiência de encontrar matéria-prima específica, pensada e desenhada para quem, tal como nós, acredita em criar alimentos à base de ingredientes reais, é mais necessária. Aqui, queremos ser úteis e colocar à disposição de todos os que pensam como nós,  uma selecção de produtos, num só local, que reflita verdadeiramente o que há de melhor para criar e transformar.

Para que estas duas formas de sermos úteis sejam reais trabalhamos todos os dias para reforçar estes valores. Se fizermos o melhor que pudemos, entregaremos o melhor aos nossos parceiros, estes por sua vez poderão entregar o melhor aos seus seguidores.

É um ciclo recíproco que fazemos questão de perpetuar.

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Produtos saudáveis. Um desafio de vendas?

Com todos os indicadores a apontarem para o crescimento do consumo de produtos mais saudáveis e funcionais,

surgem novas marcas e produtos dedicados a dar resposta à procura que se tem verificado, tornando a procura de soluções para a expansão da oferta de produtos em espaços de venda a retalho, progressivamente menos desafiante.

Sendo mais fácil do que nunca encontrar produtos que permitam a expansão da oferta, o desafio jaz agora em garantir volume de vendas, e, sobretudo, saber como acrescentar valor.

Face a este novo paradigma, alguns espaços de venda a retalho, com maior incidência no canal HORECA, demonstram dificuldade na obtenção da mesma rentabilidade em produtos saudáveis que em produtos convencionais.

A questão eleva-se:

O que afecta mais directamente as vendas e rentabilidade de produtos saudáveis?

O preço.

Normalmente associados a preços mais elevados os produtos de alimentação saudável pecam por exigir aos consumidores uma percepção de valor que não corresponde às suas expectativas. No momento de decisão entre o produto A e o produto B, (sendo o B a escolha mais saudável), não existindo um clara proposta de valor acrescentado pelo produto B, porque haverá o consumidor de pagar mais 30% do valor por um produto que este percepciona como sendo igual?

Esta afirmação não pode ser generalizada, pois existe uma percentagem dos consumidores que percepcionam o valor entre o produto A e B, mas representa, no entanto, parte do problema, pois a grande maioria dos consumidores, apesar de conhecerem superficialmente os benefícios do produto B, não os reconhecem de forma a justificar o acréscimo de preço.

Então garantir boa adesão em produtos de alimentação saudável significa descer todos os preços?

A resposta é não. O ajuste de preços directo não é a solução. O resultado final de uma boa selecção de produtos que fará esse ajuste por si só. O preço é a justificação para o acréscimo de valor.

Tanto produtores e retalhistas necessitam de encontrar a melhor solução, oferecendo produtos convenientes, simples, acessíveis e que satisfaçam uma necessidade real.

Se um produto não satisfaz uma necessidade e apenas serve para expandir a oferta e aumentar referências, então não será surpresa quando verificares que este não têm boa performance de vendas.

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Grab&Go. Com menos plástico e mais saudável.

É certo e sabido que as opções de refeição pronto-a-comer/grab&go são cada vez mais populares.

Como tal tornam-se cada vez mais presentes no dia-a-dia dos consumidores do meio urbano.

Estes consumidores, constantemente conectados ao rápido fluxo de informação através de dispositivos móveis, vêm o seu ritmo de vida acelerado, dispondo de menos tempo para preparar refeições em casa e/ou fazerem refeições sentadas de forma tradicional, optando em oposição, por soluções práticas e rápidas, recorrendo muitas vezes a serviços de prontos-a-comer/grab&go.

Esta alteração nos hábitos de consumo é uma excelente oportunidade para diversificar a oferta de um negócio já existente, ou até mesmo lançar um novo negócio direccionado para este tipo de oferta.

Por vezes, adicionar uma pequena e simples oferta de produtos prontos-a-comer aumenta significativamente o grau de satisfação dos consumidores habituais.

Estes percepcionam um aumento na oferta existente, através de um serviço adicional e verdadeiramente útil para o seu dia-a-dia. Consequentemente, a adição deste serviço reflete-se num aumento na proposição de valor do espaço.

Ao contemplar a introdução deste tipo de serviço, existem no entanto três factores extremamente relevantes a considerar:

Plástico

Um problema global, para o qual não devemos contribuir. Um serviço de pronto-a-a-comer/grab&go é extremamente intensivo em termos de uso embalagens e consequentemente propício à criação de resíduos não degradáveis/ sustentáveis. O plástico, apesar de extremamente barato a curto prazo, tem um custo, por vezes esquecido, a médio e longo prazo, pelo que a sua utilização deve ser totalmente evitada para produtos descartáveis.

Existem para este tipo de embalagens outras opções com menos impacto ambiental, ver (Evitar desperdício, poupar dinheiro e o ambiente). Por vezes o acréscimo de custo numa embalagem mais sustentável significa também um acréscimo de satisfação no consumidor e todos sabemos que um consumidor feliz volta para mais.

Não custa assim tanto, o ambiente agradece e o consumidor também.

Consumidores

Cada vez mais consciencializada para escolhas alimentares mais saudáveis a população portuguesa já identifica o valor acrescentado de refeições saudáveis e funcionais que promovam o bem-estar e a sua saúde. De acordo com o Inquérito Alimentar Nacional e de Actividade Física de 2015/2016 cerca de 41,8% da população nacional pratica atividade física de forma programada e regular, o que indica, apesar de indirectamente, que existe uma tendência para a promoção de um estilo de vida saudável que inclui a melhoria de hábitos alimentares.

Comida saudável

Não usar aditivos, açúcar adicionado e produtos processados é um bom começo e o primeiro passo para diversificar a oferta de forma a abranger um maior número de consumidores aparte daqueles já abrangidos com produtos convencionais. Oferecer um conjunto de soluções para vários tipos de refeições ajustadas ao consumo durante o dia sendo estas snacks saudáveis, refeições completas e batidos de fruta.

 

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Produzir barras energéticas, a checklist para começar!

O espaço de produção

HACCP, ou Hazard Analysis and Critical Control Point. Obrigatório por lei, é um sistema preventivo de análise e controlo de riscos. Tal como o nome indica, tem como intuito identificar os riscos associados ao espaço de produção e aplicar medidas preventivas para a redução dos mesmos. Permite a total rastreabilidade dos produtos desde o fornecedor ao revendedor até ao consumidor.

Controlo de pragas, também incluído nas medidas preventivas do HACCP é  necessário de forma a garantir a segurança dos alimentos que são produzidos no espaço de produção. Existem várias empresas a prestarem serviços certificados de controlo de pragas pelo que a escolha é vasta. Representa um custo anual, sendo que para um pequeno espaço de produção sem grande complexidade, rondará os 100-150€ mais IVA.

Os fornecedores

Proximidade, disponibilidade e qualidade. 3 factores que por vezes são esquecidos na escolha dos melhores fornecedores para um negócio de sucesso.

A proximidade é fulcral para facilitar a comunicação entre empresas. Ao trabalhar com fornecedores que se localizam a grandes distâncias perdemos rapidez na resposta sempre que são necessárias alterações a qualquer processo que tenhamos em curso. Assim quanto mais perto, mais tempo ganhamos, e tempo significa dinheiro.

Disponibilidade – não há nada pior do que uma interrupção na produção devido a uma falha de stock por parte do fornecedor. Escolher um fornecedor que garanta stock constante de produtos é de extrema importância.

Last but not least, a qualidade da matéria-prima dita a qualidade do produto final. Por vezes o mais barato nem sempre traz benefícios, como é o caso do cacau.

Equipamentos

Inox, é o mantra. Em praticamente todos os cenários inox acaba por ser a melhor solução, é resistente, durável e lavável.

Balança – deverá ser capaz de pesar no mínimo 15kg, com precisão grama a grama. Esta precisão é necessária de forma a garantir a uniformidade do produto final como também para reduzir desperdícios.

Receitas / Formulações

Encontrar a receita certa é um processo de tentativa e erro! Experimentar diversas opções e procurar inspiração nos produtos que já existem no mercado é uma excelente opção.

O mais importante é registar estas descobertas, manter as percentagens dos ingredientes actualizadas de forma a ser fácil reproduzir as receitas em qualquer circunstância!

Se quiseres saber mais acerca de receitas e raw bars lê este artigo Raw bars, como chegar à consistência certa?

Embalamento e Rotulagem

Filme – é o nome que se dá ao material utilizado para embalar produtos de consumo em máquinas de embalamento automático. Este tem um custo unitário extremamente reduzido, sendo uma opção menos custosa face ao embalamento manual, no entanto apresenta um custo de arranque muito superior pois é necessário incluir neste custo as despesas inerentes à impressão de grafismos através do processo de flexografia.  Evitar o uso de filmes plásticos é fundamental no panorama ambiental que vivemos e como tal é necessário encontrar soluções alternativas que ofereçam excelentes características de forma a preservar os alimentos na embalagem contidos.

Rotulagem – alguns elementos de colocação obrigatória:

  • Prazo de validade – obtido através de um estudo de validade realizado com uma entidade certificada
  • Lote de produção – número atribuído pelo produtor de forma a facilmente a rastrear os lotes de produção
  • Ingredientes – listagem de ingredientes por ordem de decrescente face à sua percentagem no produto final.
  • Alérgenos – identificação em bold dos ingredientes alergénios, como amêndoas, nozes, amendoins entre outros.
  • Informação nutricional – deverão ser identificadas as características nutricionais por 100gr do produto final

Estes são alguns dos pontos mais importantes ao iniciar a produção de raw bars!

Qualquer dúvida ou sugestão blog@wildbran.pt

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