Vender, vender, vender! Será sustentável?

Poderia ser uma frase saída de um filme retratando Wall Street. No entanto, embora pareça impensável associarmos a frase “vender, vender, vender” a uma filosofia de negócio sustentável, estamos enganados.

Sempre que vendemos um produto sustentável, conseguimos um voto a favor do nosso modelo de negócio. Ao ganharmos um consumidor, existe, ainda que pouco a pouco, uma mudança no mercado. Esta mudança, quando replicada através de diversos produtos e diversas pessoas, ganha a escala  regulando a oferta disponível.

O que aconteceria se todos nós nos preocupássemos em consumir de forma sustentável?

Simples. A oferta de produtos no mercado contemplaria apenas produtos sustentáveis, qualquer outro produto não teria volume de vendas . Nenhum retalhista venderá um produto que não seja representativo da procura existente no mercado. Se a procura aponta para a sustentabilidade, então estes colocarão nas suas prateleiras produtos sustentáveis.

Por vezes existe a tendência para vilificar as grandes empresas, oferecendo-lhes toda a culpa.

Na realidade, nós, os consumidores desempenhamos um grande papel. Temos, sem dúvida, nas nossas mãos o poder para exigir mais sustentabilidade e saúde no nosso consumo. Bastando para isso escolher produtos sustentáveis em detrimento de outros. 

Voltamos então ao mantra inicial. Vender, vender, vender.

As empresas que procuram oferecer produtos sustentáveis têm a obrigação de vender o máximo que podem. Sempre que são bem sucedidos, ou seja, fazem uma venda, ganham um voto a favor do seu modelo de negócio, um voto a favor de um movimento e em última análise, dão um pequeno passo para mudar o paradigma actual.

Vender, vender, vender, sim! No entanto, apenas se o que vendermos for benéfico para a sociedade, saúde e o ambiente. Por outras palavras, verdadeiramente sustentável.

Qualquer questão blog@wildbran.pt!

 

 

 

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