Outsourcing?

“Faz o que melhor sabes fazer, o resto delega a terceiros”

A frase cunhada pelo lendário escritor de práticas de gestão Tom Peters nos anos 90, continua a ser altamente relevante para muitos negócios.

Quando usado responsavelmente, o outsourcing ou a externalização, é sem dúvida uma excelente opção para optimizar custos, concentrando recursos e foco para áreas do negócio que se considerem essenciais para o desenvolvimento domesmo.

Seja qual for a área de negócio que se opte por externalizar – marketing, recursos humanos ou até mesmo produção – existe um ganho de foco e concentração de recursos perante outra área que se mantenha na estrutura da empresa.

Este ganho de foco é muitas vezes essencial para o sucesso do negócio em questão.

Se detemos uma marca de bebidas que traz largos benefícios a praticantes de desporto, gastaremos melhor o nosso tempo a demonstrar esses benefícios aos praticantes de desporto do que preocupados em construir uma unidade de produção que muitas vezes é dispendiosa e morosa na sua construção.

O facto de nos libertarmos do peso de garantir a eficácia de uma área do nosso negócio que poderá facilmente ser executada por outros, neste caso a produção, dá-nos liberdade e foco para concentrar os nossos esforços noutra área, neste caso o marketing.

Sendo absolutamente essencial dar o nosso produto a conhecer aos nossos consumidores, de forma a obtermos vendas, este ganho de foco pode ser decisivo.

Temos apenas de garantir que quem para nós produz, produz segundo os nossos parâmetros e partilha das mesmas filosofias de gestão que possuímos, evidentemente.

A utilização irresponsável da externalização ou outsourcing é particularmente  relevante quando algumas empresas procuram reduzir os seus custos loucamente, não olhando a medidas, produzindo em países em vias de desenvolvimento onde a exploração, o trabalho escravo e despreocupação ambiental é prática comum.

Fazer outsourcing de alguma área do negócio deve ser uma escolha responsável e pensada.

Aquilo que podem outros fazer com qualidade igualável ou superior à minha, representando da melhor forma os meus interesses, é normalmente uma área onde existe um benefício em terceirizar pois não será o foco do negócio.

O foco do negócio está onde mais ninguém o consegue fazer como eu.

E ai, devemos concentrar todos os nossos esforços de forma a sermos bem sucedidos.

Qualquer questão que vos surja blog@wildbran.pt

 

 

Evitar desperdício, poupar dinheiro e o ambiente

Desperdiçamos mais recursos e com maior frequência do que julgamos.

Pensem nas embalagens que consomem durante um dia, durante um mês e depois durante um ano. São muitas embalagens.

Um dos mais actuais desafios no consumo é o número imenso de embalagens utilizadas. Estas são essenciais para manter produtos acondicionados e facilitam o seu transporte e processamento.

Têm, no entanto, um lado negro. São uma das maiores causas de desperdício um pouco por todo o mundo.

Sendo o plástico o principal material utilizado para o embalamento, a redução da sua utilização, e consequentemente a sua substituição por alternativas mais sustentáveis, como o PLA ou o papel reduziria fortemente o impacto ambiental e os custos associados ao nosso consumo.

No entanto, qualquer material que utilizemos para embalar alimentos de forma descartável constitui desperdício.

Deveríamos optar por soluções não descartáveis sempre que possível, reduzindo o número de vezes que desperdiçamos uma embalagem.

Para tal, a melhor solução é comprar produtos a granel, ou em formatos de maior volume. Servindo-os em recipientes não descartáveis que possam ser reabastecidos com a frequência necessária.

Desta forma é possível reduzir significativamente os recursos utilizados, evitando desperdícios e poupando dinheiro; sendo que quanto maior o formato da embalagem for, menor será o custo por quilograma ou litro.

Existem, no entanto, circunstâncias onde é difícil aplicar esta noção. Os produtos de conveniência , são os produtos com maior propensão para causar desperdício.

Para reduzirmos o nosso impacto nesta frente devemos optar por materiais de embalamento alternativos ao plástico e mais sustentáveis, como o PLA ou papel, já em cima mencionados.

Procurando, não obstante, do acesso a estas soluções alternativas, novas soluções, criativas e diferenciadas, com o objectivo de reduzir o desperdício até que este esteja perto da inexistência.

Devemos, em todo o caso, reciclar todas as embalagens de quaisquer produtos por nós consumidos.

Enquanto indivíduos temos a obrigação de fazer escolhas conscientes na compra de produtos. Onde escolhemos colocar o nosso dinheiro impacta fortemente a indústria.

Numa perspectiva comercial, mais do que nunca, é tempo de investir todos os cêntimos num futuro equilibrado, almejando o mínimo desperdício e a sustentabilidade.

Qualquer questão que vos surja, blog@wildbran.pt!

 

 

Cacau em pó, magro ou gordo?

Seria fácil assumir que o cacau em pó magro nos traria apenas benefícios, no entanto esta ideia está longe da realidade.

De forma genérica são comercializados dois tipos de cacau no mercado. Um magro com 10-12% de gordura e um mais gordo com percentagens entre os 22-24% de gordura.

Por mais apelativa que nos possa parecer a ideia de comprarmos e utilizarmos um cacau com menos teor de gordura, pensem duas vezes.

Menor teor de gordura = cacau de menor qualidade

Quanto maior a percentagem de gordura no cacau maior a sua qualidade.  Sendo que o sabor do cacau é profundamente alterado por este factor.

As marcas de cacau em pó que tipicamente são comercializados  nos espaços de retalho em Portugal rondam os 10-12% de gordura o que torna o cacau particularmente seco e desprovido de sabor.

Levanta-se assim a questão. Será que a terminologia “cacau em pó magro” apenas uma forma de nos fazer acreditar que existe um benefício em comprar um produto de qualidade inferior?

Deixamos-vos descobrir a resposta a esta pergunta por vós mesmos…

Cacau gordo = premium?

Não é uma conclusão directa, pois existem diversos factores que influenciam a qualidade de um produto de cacau, no entanto, o seu teor de gordura é um excelente indicador de qualidade.

E guess what?

Preço! Ao procurarem marcas que comercializam cacau em pó com teor de gordura entre os 22-24% rapidamente se aperceberão que são produtos substancialmente mais caros.

Neste caso, e no entanto, a diferença de preço justifica-se em larga escala.

Já abriram um saco de cacau de excelente qualidade?

Os aromas, a cor e a textura são inebriantes, deliciosos ao natural. Dificilmente seria possível obter essa resposta ao abrir um saco de cacau em pó do supermercado da esquina.

Assim é fácil decidir. Olhem para o fundo da vossa carteira, se estiverem dispostos a gastar um pouco mais, não se vão arrepender.

É tudo o que podemos dizer!

Qualquer questão que surja, estamos disponíveis através de blog@wildbran.pt.

 

 

Raw bars, como chegar à consistência certa?

Triturar todos os ingredientes em conjunto esperando obter uma mistura consistente é um erro comum.

O resultado final é normalmente uma substância parecida com argamassa, de difícil moldagem chegando por vezes não ser comestível.

Assim expomos as duas variáveis que ditam a consistência de uma raw bar.

A primeira variável são os ingredientes base, como a pasta de tâmaras ou figos secos, funcionando estes como elementos de ligação na formulação devido às suas características organolépticas.

A segunda variável são os ingredientes secundários, sendo estes aqueles que escolhemos enquanto elementos de sabor e diferenciação na barra a produzir.

O popular slogan de uma pizzaria “o segredo está na massa” não podia ser mais apropriado na altura de explorarmos as duas variáveis descritas em cima.

Aumentar a percentagem de ingredientes base torna a formulação extremamente pegajosa e na maioria dos casos excessivamente doce, o que rapidamente revela dois problemas:

– Dificuldade na moldagem, colando-se a todas as superfícies em que é trabalhada.

– Sobreposição aos ingredientes secundários tornando a formulação numa sobrecarga de açúcar (naturalmente presente) deslavando os restantes sabores

Por outro lado, um aumento demasiado elevado da percentagem de ingredientes secundários também torna a mistura de difícil moldagem – diminuindo em larga escala a presença de um elemento de ligação entre todos estes ingredientes secundários, torna-os secos e soltos como areia no deserto.

Então como acertar na formulação correcta?

Não existe infelizmente uma equação para determinar quais a percentagens certas para cada tipo de ingrediente secundário juntamente com ingredientes base. Existe, no entanto um conjunto de 3 dicas que facilitam o processo de descoberta desta formulação pretendida.

A dicas são as seguintes:

– Ingredientes secundários – nunca deverão ser triturados em demasia, ao atingirem uma consistência semelhante à da farinha é tarde de demais e meio caminho andado para uma formulação demasiado seca e dificilmente comestível

– Ingredientes base – em demasia tornam-se excessivamente doces, apesar de oferecem excelente qualidades enquanto elemento de ligação a sua dosagem deve ser estudada de forma a evitar uma sobrecarga de açúcar (naturalmente presente)

– Processamento – medir cuidadosamente os tempos de processamento, por vezes uma formulação que funcionaria com 3 min de trituração/blending é completamente alterada devido a demasiado tempo de processamento, aplicando-se o mesmo princípio ao inverso.

Posto isto, basta apenas descobrir o que funciona para a tua formulação sendo que todas as formulações terão tempos de processamento e proporções de ingredientes base para secundários díspares devido às diferentes características organolépticas de cada ingrediente.

Já sabes qualquer questão que te surja escreve-nos através de blog@wildbran.pt

 

 

 

Tâmaras e pasta de tâmaras. Qual a diferença?

Os ingredientes base

Ao decidir qual o ingrediente base para compor o início de uma deliciosa raw bar ou energy ball o leque é vasto, entre tâmaras, figos secos, alperces secos ou até mesmo passas, existem vários elementos funcionais.

No entanto, existem algumas particularidades a ter em conta quando decidimos qual a base da nossa receita.

Os figos secos e as tâmaras são os ingredientes que contêm maior teor de água e de açúcar (naturalmente presente), pelo que serão os mais fáceis de utilizar enquanto elemento base de qualquer formulação, permitindo uma fácil moldagem sendo o elo de ligação entre todos os outros ingredientes que juntarmos à mistura.

Os alperces e as passas destacam-se por um sabor distinto e embora também possam ser utilizados como uma base sólida para formular uma raw bar ou energy ball, necessitam tipicamente de ser utilizados em maior percentagem por forma a obter uma mistura sólida. Têm também a desvantagem de serem potencialmente mais dispendiosos que as tâmaras ou os figos.

Tâmaras

Pelos motivos descritos em cima, muitos de nós acabam por optar por escolher as tâmaras como ingrediente base para as suas receitas de raw bars ou energy balls.

No entanto, até entre as tâmaras existem marcadas diferenças, sendo que entre todas as variedades a mais utilizada para produção é a Deglet Nour. Esta é suave ao toque, doce e mantém níveis de humidade ideais para o processamento. Faz sentido optar por esta variedade ao formularmos as nossas receitas. No entanto, existem dificuldades associadas ao processamento de tâmaras inteiras, apesar de serem menos dispendiosas que qualquer outro sucedâneo. Esta dificuldade são os caroços.

Inicialmente poderá não representar um problema, no entanto, com o passar do tempo tornar-se-á cada vez mais penosa a tarefa de “descascar” estes pequenos frutos um a um para os podermos processar.

A pasta de tâmara

A pasta de tâmara é inevitavelmente uma solução para resolver este problema. Composta unicamente por tâmaras descaroçadas, trituradas e prensadas é uma forma  prática e rápida de obter a mais sólida base para  uma raw bar ou energy ball.

Mantendo os níveis de humidade, a pasta de tâmara mantém-se maleável durante todo os seu prazo de validade (normalmente 15 meses), sendo assim uma opção de pouco risco até para um projecto em fase de arranque.

A diferença?

Apenas jaz na vontade e tempo que cada um está disposto a investir ao processar a base das suas receitas, mais tempo ou mais dinheiro.

O que no fundo se traduz na mesma coisa! Façam no entanto as vossas contas e decidam qual é a melhor solução para o vosso projecto.

Qualquer questão estamos disponíveis em blog@wildbran.pt