#healthfood. Um mundo millennial?

Enquanto o hashtag será quase certamente mais utilizado por parte das gerações mais jovens, o mesmo não se pode dizer acerca das palavras “health food”.

Num mundo onde a comida deve ser instagramável,  é normal associarmos  um ao outro , no entanto, o “health food” ganha cada vez mais relevância, e o que começou por ser uma tendência, começa a solidificar-se enquanto um movimento de mudança.

Questões como o ambiente e a saúde desempenham o seu papel em cimentar este acontecimento, trazendo para as mentes dos consumidores mais consciência, obrigando-os a refletir acerca do impacto das suas escolhas e confrontando-os com as problemáticas da longa cadeia industrial que os serve.

Neste paradigma, o “health food” revela-se como um acto de rebeldia para os mais jovens e uma necessidade para a longevidade dos mais seniores. Onde produtos altamente processados eram norma, vemos hoje alternativas mais naturais ou pelo menos marketed para o parecerem. Não os vemos apenas em pontos de venda com um posicionamento direccionado a um consumidor mais jovem, surgem um pouco por todo o lado de forma generalizada.

Se estes produtos são verdadeiramente “health food” ou não é outra questão, que neste contexto não importa verdadeiramente. O que importa, é a reacção do mercado, que sendo generalizada demonstra que o “hashtag”  dos millennials está a ser emprestado aos baby boomers e a outras gerações.

Num “hashtag world”,  onde quase tudo é partilhado, as empresas necessitam de adaptar a sua oferta para corresponder ao que o mercado cada vez mais pede. Caso contrário, poderão ver a sua rentabilidade afetada.

É também importante ressalvar, que as gerações mais jovens, as que iniciam agora as suas primeiras incursões no mercado de trabalho, reforçarão os seus valores e conceitos no seu dia-a-dia. Requerendo da parte dos seus empregadores a validação e encorajamento necessário a  promover na cultura empresarial estes seus valores. Não o fazendo, será difícil garantir o empenho e produtividade deste jovens trabalhadores. O mesmo se aplica aos seus trabalhadores mais seniores. Os quais, cada vez mais consciencializados dos impactos causados por diversas indústrias em busca de lucros desmesurados, estão mais receptivos a mudanças nos seus estilos de vida e locais de trabalho.

Em prol da produtividade e rentabilidade é importante relembrar o #healthfood, pois este está ligado a mais do que uma geração, está ligado a um movimento social, que para além da comida saudável procura alterar muito mais.

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